Sensor de Oxigênio – Falhas aleatórias, alto consumo e Anti Poluição

| 19 de novembro de 2013 | Nenhum Comentário

O motor de seu carro tem um defeito maluco que vai e volta e tem hora que nem pega? Ou ele está com um alto consumo de combustível, mau desempenho e um cheiro terrível?

sondaA Sonda Lambda também é conhecida como Sensor de Oxigênio e tem a função de informar ao módulo o estado dos gases de escape. O  gás que ela monitora é o de oxigênio, graças a um componente montado em sua extremidade que reage ao contato com o oxigênio presente nos gases do escape. Os gases de escape possuem vários componentes, e a informação da quantidade residual de oxigênio é muito importante para o cálculo de tempo de injeção. O chamado (TI) Tempo de Injeção, é calculado através de inúmeras informações, e quanto maior é esse tempo, maior será a quantidade de combustível injetada na câmara de combustão do motor de seu carro, e caso essa quantidade seja excessiva, é você que vai pagar a conta do desperdício. Mas, calma, pois alguém já pensou nisso, e instalou um Sensor de Oxigênio no escapamento e assim é possível avaliar se existe um excesso ou falta de combustível, vou explicar.

A regra é simples:

  1. Existe pouco oxigênio, é por que a quantidade de combustível está alta demais (excesso, ou mistura rica).
  2. Existe muito oxigênio presente nos gases do escape, é evidência clara de pouco combustível (falta, ou mistura pobre).

Claro que existe uma mistura ideal que é indicada por 1/9 para álcool e 1/14 para gasolina, ou seja, uma parte de combustível para X partes de ar. Quando existe um desequilíbrio nessa mistura ideal, o sinal do sensor de oxigênio é fundamental para que o módulo aumente ou diminua a quantidade de combustível, ou seja, ele altera o TI. O módulo de comando da injeção fica alterando o TI o tempo todo e é possível ver esse trabalho em um modo gráfico através de um equipamento chamado scanner, onde o profissional nota a eficiência da oscilação em busca de travamentos, congelamentos ou estabilizações irregulares nesse sinal que se parece muito com um exame de coração.

Um sinal de sonda que indica mistura pobre o tempo todo, pode estar apenas fazendo seu trabalho correto, pois a o que pode estar ocorrendo, por exemplo, é que a bomba de combustível está fraca e então ocorre uma mistura pobre por falta de combustível, ou seja, a sonda indica uma grande quantidade de oxigênio.

Um sinal de sonda que indica um mistura rica o tempo todo, pode estar informando, por exemplo, que o regulador de pressão está defeituoso, que um bico injetor está com uma vazão maior do que o normal e etc.

Agora se o sinal da sonda é mentiroso, existem 2 sintomas básicos.

  • Sonda travada em mistura rica: Como a informação enviada ao módulo é de mistura rica, o módulo ordena a redução o *TI, e assim o carro fica fraco e com mau desempenho e as vezes chega a perder potência o tempo todo ou mesmo essa sonda pode gerar esse sinal de forma intermitente e você sentir o carro amarrar e depois voltar ao normal.
  • Sonda travada em mistura pobre: Como a sonda informa que a mistura está pobre, o módulo de controle da injeção ordena o aumento do *TI e o motor acaba andando com excesso de combustível, o que geral alto consumo, mau cheiro no escape e um péssimo desempenho.

Anti Poluição

Um código de erro cada vez mais presente é o de Anti Poluição, já que muitos carros até mesmo chegam a indicar tal código no próprio painel do veículo, o que é muito comum em carros Franceses ou de alto padrão, mas atenção, pois o defeito indicado pode ser de uma bobina que não está centelhando bem ou falha nas velas, que acabam por não queimar o combustível corretamente e que acaba indo parar no sistema de exaustão, ocasionando um sinal de mistura rica e a troca da sonda em nada resolverá essa falha, pois ela apenas está informando o ocorrido no sistema exaustão e cabe ao reparador realizar o correto diagnóstico.

A sonda pode ter defeitos presentes ou aleatórios, mas um dos mais terríveis é a lentidão na geração do sinal ao módulo o que vai resultar em um defeito escabroso e ai é que entra um bom scanner e um osciloscópio para auxiliar o reparador na avaliação do componente que já se mostrou fundamental ao bom desempenho do motor.

Os sensores lambda trazem em sua composição um componente muito importante conhecido como dióxido de zircônio, quando esse componente atinge uma temperatura superior a 300°C ele se torna um condutor de íons de oxigênio. Com o auxilio deste componente, a sonda passa a identificar por meio de uma variação de tensão, a quantidade de oxigênio presente nos gases de escape. Esta tensão que pode ser medida em milivolts,  varia de 0 a 1000mv e tal informação é enviada para unidade de comando. O sinal gerado é utilizado pela  unidade de comando como base para o fator Lambda. Caso o dióxido de zircônio não atinja a temperatura ideal de trabalho, o seu sinal torna-se deficiente, e por isso indicamos que seja avaliada a resistência de aquecimento no momento da compra da sonda, mesmo em balcão de concessionária vale uma avaliação do sensor original e do novo com um multímetro, para que se possa validar a correta resistência da nova sonda. Existe ainda uma prática de aplicação irregular de sondas universais, que em muitos casos não atendem as especificações sensíveis do projeto, e que acabam gerando um problema maior ainda no veículo e uma dor de cabeça para o reparador que busca um diagnóstico preciso.

AR DE REFERÊNCIA

Um erro muito comum na instalação do sensor é a soldagem dos seus fios, mas atenção pois o fio que leva o sinal do sensor até o módulo também é responsável pelo ar de referência do sensor e você não deve solda-lo. Para conhecer o procedimento indicado pela Bosch, clique aqui.

* TI = Tempo de Injeção de combustível que incide sobre a quantidade injetada de combustível

* Sonda Lambda = Sensor de oxigênio


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Categoria: Artigos, Elétrica, Falha Motor, Injeção Eletrônica

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Profissional do ramo automotivo, dedicado a fornecer as informações necessárias, para a construção de uma relação positiva entre os consumidores e reparadores.