Seu carro flex não pega no inverno?

| 1 de maio de 2016 | Nenhum Comentário

Mesmo um carro revisado e bem cuidado pode dar trabalho no inverno, então se liga em nossas dicas ou pode dar chabú!

O carro flex permite a utilização de qualquer relação de mistura de etanol e gasolina, mas é preciso ter atenção, pois os carros com motores flex demandam atenção no momento do abastecimento e no frio você pode descobrir o que deveria ter feito com o tanquinho de gasolina durante todo o ano, e talvez não fez.

Nada mais comum do que uma reclamação a respeito de um carro flex que não pega pela manhã no inverno ou mesmo no verão, mas as possibilidades de defeitos são enormes e cabe ao reparador diagnosticar o defeito da melhor forma possível. Mas será que se trata de mesmo de um defeito? Vamos incluir neste diagnóstico a atenção em não se pular as etapas básicas, ou seja, não adianta pular para a tentadora eletroeletrônica sem dar uma passada obrigatória pela mecânica tradicional ou mesmo pelas práticas de utilização contidas no manual do condutor. O reparador (mecânico) deve bater um longo e animado papo com o cliente e descobrir antes de tudo, como o cliente utiliza o carro flex e seu entendimento real sobre suas rotinas de funcionamento e se o condutor está colocando em prática as mesmas, como manda o manual.

PROBLEMA NO VERÃO: Um Grand Siena não pega pela manhã após ser estacionado em perfeito estado.

SINTOMA: O veículo parece afogado, ou seja, vira bem na partida mas o motor não entra em funcionamento.

DEFEITO: Com a utilização de um aparelho conhecido como scanner foi possível consultar a relação de etanol e gasolina identificada pelo módulo de injeção que no caso estava errada e provocava uma injeção de combustível maior do que a necessária impedindo que o motor pega-se, já que o excesso o afogava.

SOLUÇÃO: Com a utilização do scanner foi possível consultar, identificar o problema e forçar o aprendizado do combustível correto que nesse caso era a gasolina e não etanol que fora abastecida pouco antes do carro ser guardado na garagem. O veículo em questão andava normalmente com etanol e somente era abastecido com gasolina durante o inverno, mas no verão só etanol mesmo, mas um dos familiares da casa resolveu abastecer com gasolina em um posto a 1000 metros de casa, distância que não permite o aprendizado feito pelo módulo eletrônico de controle do motor do novo combustível pelo sistema flex.

A/F

Consultado o manual do carro flex, a instrução é clara e direta, ou seja, ande ao menos 15 quilômetros com veículo ou consuma ao menos 200 mls de combustível caso altere o tipo de combustível ou faça alguma mistura, para que o sistema flex possa aprender a relação etanol e gasolina, podendo assim, injetar a quantidade correta pela manhã e até mesmo injetar ou não a gasolina do tanquinho de combustível, se for necessário. Caso contrário vai dar problema e seu carro flex poderá não pegar ou apresentar dificuldades.

 

PROBLEMA NO INVERNO: O carro foi abastecido com uma mistura qualquer de combustíveis. O condutor trafegou por 30 minutos para aprendizado do combustível, mas o carro não pegou pela manhã.

SOLUÇÃO: Em nosso mercado atual, a maioria dos carros flex utilizam um tanquinho de gasolina auxiliar que possui uma bomba integrada que é acionada pelo módulo de injeção eletrônica para que uma quantidade controlada de gasolina seja injetada dentro do motor, fazendo com que o carro flex pegue facilmente no frio, mas essa injeção auxiliar só ocorrerá se o sistema teve oportunidade de aprender o volume de etanol no tanque. Através do aprendizado do volume de etanol, o módulo de controle do motor ordena a injeção de gasolina, mas o que se encontra no tanquinho é realmente gasolina?

GASOLINA PODRE

A maioria dos manuais de carros flex indicam uma substituição total periódica da gasolina do reservatório da partida a frio em um prazo máximo de 3 meses (90 dias). Você deve procurar uma oficina ao menos 4 vezes ao ano para realizar a troca da gasolina do tanquinho, e uma possível mancada nessa manutenção poderá r resultar no problema aqui tratado, pois o carro precisará de gasolina para entrar em funcionamento e não uma lama preta. Tudo por que a gasolina se oxida em contato com o ar e apodrece. Para dar uma mãozinha a seu injetor, procure abastecer o tanquinho de partida a frio sempre com gasolina premium, mas lembre de trocar a cada 3 meses ou vai dar chabú.

Atenção: Alguns pouquíssimos projetos gastam essa gasolina através de pequenas injeções programadas, mesmo sem que o sistema flex as utilize como auxilio em partidas a frio, evitando que a gasolina apodreça no reservatório. Existem ainda carros que não possuem esses tanquinhos e sim um sistema de aquecimento dos injetores ou da galeria comum (flauta) de combustível.

QUEBRANDO O GALHO

Se você cometeu um dos erros descritos neste artigo, notou alguma falha no seu carro ou que alguém de sua família o fez, é possível que o seu reparador em caso de emergência proceda o desligamento da bateria por um instante para quebrar um galho caso não tenha um scanner em mãos para fazer o aprendizado. O ato de desligar a bateria força o sistema a adotar um meio termo na relação etanol e gasolina e isso ajuda o carro a pegar. Outra dica é abrir a tampa de óleo e remover o filtro de ar para que um possível excesso de combustível se evapore sem que adentre ao motor no momento da partida, mas com certeza a melhor forma é abastecer o carro conforme a regra e se precisar, ter um scanner em mãos para resolver esse probleminha.

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Categoria: Artigos