Paradigmas do diagnóstico automotivo

| 11 de fevereiro de 2014 | Nenhum Comentário

Um carro entra na oficina com um defeito ou falha e no primeiro contato com o sintoma, um profissional experiente muitas vezes enxergará inúmeras possibilidades e suas soluções, mas e quando esse diagnóstico ultrapassa 10 horas de trabalho e não oferece qualquer solução?

Você pode estar se perguntando se o profissional é realmente experiente ou capacitado, mas uma frase citada frequentemente na mídia, empresas ou nas escolas fala sobre o ato de “pensar fora da caixa”, ou seja, a possibilidade de que tudo que sabemos está contido dentro de uma só caixa e que o diagnóstico eficiente pode estar em algo fora dela. O diagnóstico é algo interessante, principalmente quando nos deparamos com um problema que já passou pela mão de outros profissionais, mas será que todas as caixas de idéias são idênticas?

 

 

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Descartando o achismo (chutômetro) de nossa análise, as possibilidades de acerto aumentam vertiginosamente, mas após investir todo conhecimento contido em nossa “caixa”, é chegada a hora de consultar um colega ou literaturas em busca de uma dica que solucione um pepino macabro, mas e quando esse pepino é por culpa da ausência de um componente que foi removido por algum desavisado. Claro que todos nós já montamos algo que apresentou alguma sobra de partes, como, parafusos ou algum suporte tido como “besta”. Mas como explicar que um fabricante aplicou uma peça desnecessária, se o lucro é uma máxima de qualquer industria, ou seja, qual o motivo real de se aplicar algo que aumenta o custo de um produto e consequentemente come o lucro?

SOLUÇÃO

Trocar um componente defeituoso ou efetuar algum reparo, ambos já contidos dentro de nossos conhecimentos, são possibilidades confortáveis, mas na ausência de um componentes desconhecido, até o bom profissional pode se complicar, e em muitos casos é preciso colocar um outro carro do mesmo modelo lado a lado para a comparação, e quem sabe, descobrir a falta de um pequeno suporte ou outro componente que poderia, por exemplo, influenciar no resultado monitorado por um sensor de detonação preso ao bloco, que provocaria um erro no avanço de ignição, deixando qualquer profissional de cabelos brancos, tentando solucionar um defeito que deixa o motor frouxo ou gastão$.

SABE TUDO

As variáveis no diagnóstico são infinitas, desde peças erradas, peças de baixa qualidade, peças defeituosas, erros de montagem, defeitos colocados ou até mesmo a ausência de componentes, mas o importante é ficarmos atentos e anotar tudo de novo que descobrimos em nosso dia a dia profissional, pois somos humanos e quem não escreve, esquece!

DICA: Consulte o documento do veículo e confirme o modelo do motor, pois você pode estar aplicando a peça de um carro 2.0 em um carro 1.6, isso por que o proprietário trocou o simbolo da traseira do carro ou colocou a tampa do motor de um carro mais potente. Pense fora da caixa!

Envie seu pepino resolvido, conte pra gente que ele pode virar um vídeo de dica em nosso canal!

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Categoria: Artigos, Falha Motor, Injeção Eletrônica, Suspensão

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Profissional do ramo automotivo, dedicado a fornecer as informações necessárias, para a construção de uma relação positiva entre os consumidores e reparadores.