Pane eletroeletrônica causada por danos no chicote

| 28 de março de 2013 | Nenhum Comentário

Seu carro tem uma pane eletroeletrônica que ninguém resolve? Descubra como testar um chicote de forma eficiente e pare de sofrer.

Muitos dizem que a bateria é o coração da parte elétrica, mas se isso é verdade, então chicote é o sistema de alimentação de todo o sistema, já que seus cabos transportam informações em forma de dados, ordens elétricas aos atuadores, pulsos e alterações de tensão de sensores.

Imagine agora que todo esse organismo eletro/eletrônico possa se misturar devido a um curto ao circuito, ou mesmo um erro de conexão, ou seja, dados misturados a uma tensão que oscila em função de um potenciômetro de um sensor de borboleta que por sua vez está contaminado pela tensão do acionamento do eletro ventilador que sobre carrega o sistema por um erro de projeto no dimensionamento do cabo negativo que interliga a bateria à massa do veículo.

Mas calma, não se desespere com a bagunça descrita acima, pois a maioria dos problemas podem ser testados com um multímetro em busca de diferencias de tensão entre 3 pontos.

  1. Negativo da bateria ao negativo da carroceria
  2. Negativo da bateria ao negativo do motor
  3. Negativo da bateria e todos os pontos negativos de componentes, incluindo fiações e carcaças de módulos de controle entre outros sistemas.

Agora que já falamos sobre os aterramentos mais comuns, é preciso lembrar que existem panes gravíssimas em conectores elétricos, prensas de terminais em cabos, erro de dimensiomento da bitola de cabos que acabam esquentando por não suportarem a corrente empregada e as terríveis falhas internas a componentes como motores elétricos e módulos de controle, ou seja, imagine uma falha de aterramento que já acontece dentro do módulo de controle da injeção.

Legal, estamos sincronizados sobre a fase negativa, mas e a fase positiva do sistema? A matéria de falha na alimentação positiva já postada em nosso site, demonstra um problema muito comum que se comporta de forma igual a defeitos na fase negativa, e não se deve deixar de avaliar esse sistema, já que o risco de uma pane positiva é tão comum quanto a negativa.

Defeitos no Chicote

Chicote

Ok, agora que já falamos sobre a importância da eficiência no sistema principal, vamos mergulhar em uma pane muito comum que se dá por conta de um cabo rompido, ou seja, quando um sensor qualquer para de fornecer seu sinal ao módulo de controle da injeção. Esse cabo, por exemplo, pode estar rompido, mas sua capa plástica não. Nesse caso o multímetro pode ser útil para atestar a continuidade e logo o fio safadenho vai ser desmascarado. Mas e quando não existe qualquer cabo com falha de continuidade e mesmo assim o sistema continua a apresentar problemas? Bom a resposta tem inúmeras fases que descrevo abaixo:

  • Cabo com mau contato na prensa de seu terminal
  • Cabo com mau contato na união de seu terminal
  • Cabo com mau contato em alguma união oculta no chicote
  • Cabo quebrado, mas com a capa inteira, provocando variação de contato com base no movimento térmico da capa
  • Cabo em contato irregular constante com outro fio negativo ou positivo
  • Cabo em contato irregular constante com outro fio com oscilação de tensão
  • Cabo em contato irregular intermitente com outros cabos que conduzem dados
  • Cabo em contato irregular intermitente com outro cabo que conduz pulsos
  • Cabo em contato irregular intermitente com outro cabo que conduz tensão intermitente

Acima descrevemos algumas poucas possibilidades, já que existe centenas delas e mesmo a terrível união de vários cabos ao mesmo tempo, mas e a conexão irregular de vários cabos? Sim, pois erros acontecem, até mesmo em projetos, como é o caso do conector do sensor de detonação do Fiasa que deu muita dor de cabeça com o sintoma de baixa potência e estouros no coletor, que até hoje persiste em alguns carros que não passaram pela correção.

Agora que já sincronizamos alguns pontos de vista, eu pergunto, e as interferências eletromagnéticas? Sim, pois elas existem já que os veículos modernos possuem cabos coaxiais e malhas anti-interferência, mas esses sistemas também falham, muitas vezes devido a um erro de projeto. Um item pouco avaliado é o aterramento negativo de capô do motor, pois alguns defeitos são causados por interferência eletromagnética que podem ser resolvidos com esse simples recurso. Mas um dos grandes vilões é o uso de velas de ignição diferentes das recomendadas pelo fabricante ou mesmo cabos de velas e bobinas de ignição de baixa qualidade que contribuem com as noites mau dormidas de muitos reparadores e seus clientes.

Testando o Chicote

zinabremodulo

Testar um chicote pode ser simples, mas ao mesmo tempo trabalhoso e a primeira dica é a continuidade dos cabos e sua capacidade de suportar a corrente que passa por eles, ou seja, será que ao alimentar o sistema, esses cabos conseguem cumprir sua função ou existem prejuízos de tensão e corrente? Imagine que você testa a continuidade e ela se mostra satisfatória, mas que ao alimentar esse cabo em suas extremidades a tensão cai, e que ao abrir o chicote você encontra uma união ou emenda defeituosa. Mas e se esse cabo transmite dados e ele está em curto com o cabo que transmite corrente a um eletro ventilador do radiador? Bom existem milhares de possibilidades e nesse momento é preciso ter sangue frio e atenção, pois durante uma reforma algum desavisado pode ter chamuscado um chicote inteiro de cabos do veículo e uma bagunça dessas pode apresentar defeito muito tempo depois e ai só mesmo a abertura total de todo o chicote para uma inspeção total é que pode resolver o problema.

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Categoria: Artigos, Elétrica, Falha Motor, Injeção Eletrônica

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Profissional do ramo automotivo, dedicado a fornecer as informações necessárias, para a construção de uma relação positiva entre os consumidores e reparadores.