Óleo de Cambio automático, trocar ou esperar quebrar?

| 6 de novembro de 2013 | Nenhum Comentário

Simples assim, quem não cuida paga a conta e não vale alegar que diziam, falavam ou, achava Q!

Quando alguém fala que o óleo hidráulico da direção ou do cambio automático não precisa ser trocado, a primeira pergunta que se faz é: O óleo não suja com resíduos internos proveniente do desgaste das partes internas da transmissão? Alguns podem dizer que esse óleo não sofre queima como acontece em um motor a combustão, mas é preciso lembrar que existem partes que mantem contato físico como os discos, que sofrem desgaste com o passar do tempo ou mesmo por imperícia do condutor que utiliza o cambio de forma diferente ao recomendado pelo fabricante. O cambio automático tradicional ou mesmo o do tipo CVT possuem componentes que durante seu trabalho podem liberar partículas que  suspensas no óleo podem obstruir o filtro interno do câmbio, prejudicando o fluxo hidráulico do equipamento, e causar graves danos. O fluído de cambio ainda possue componentes químicos que tem um certo tempo de vida, e sua troca é fundamental para evitar a conta de um cambio estragado, custo esse passa muitas vezes dos R$8.000,00, sim, 8 pauladas no bolso do proprietário.

Óleo correto para o cambio do seu veículo:

O óleo, do antigo cambio Hidramático, não pode mais ser aplicado de forma universal nos câmbios modernos, pois estes são assistidos eletronicamente por um sistema de gerenciamento microprocessado e possuem fluídos especiais para cada projeto. Por isso recomendamos que o consumidor pesquise muito antes, para saber qual a especificação do modelo do seu cambio e que tenha atenção ao fato de que as concessionárias cometem erros ao informar o óleo ideal para o cambio de seu carro, e que em alguns casos o óleo da transmissão é diferente do óleo do diferencial, o que infelizmente não é de conhecimento de muitos reparadores independentes.

Como o vídeo informa, é preciso atentar ao fato da alta quilometragem do veículo, pois existem contaminantes que podem impedir a simples troca do óleo. Procurar uma empresa equipada com a maquinário e o conhecimento necessário é o melhor caminho, e vale ressaltar que esse trabalho precisa e deve ser feito em oficina especializada em câmbios automáticos, para que em caso de pane, o problema pode ser resolvido lá mesmo com toda a facilidade. Não é preciso se assustar quanto a troca, pois ela pede apenas atenção do profissional durante o serviço.

Nível do óleo

Um bom profissional sabe que o desgaste interno do cambio libera partículas que podem saturar o filtro interno, e isso provoca a temida perda de pressão, pressão essa que também sofre prejuízos com o nível baixo do óleo, mas é importante ressaltar que o excesso de óleo também pode causar sérios danos internos ao componente. O dano mais comum é o fenômeno da cavitação causada por bolhas que se formam no óleo.

Troca

É importante saber que a troca do óleo do cambio é parcial, pois 30% de óleo fica presa no conversor de torque e que esse conversor precisa ser desmontado para a troca completa, o que não é algo simples, mas trocar os 70% possíveis já é o suficiente para prevenir e dar durabilidade ao sistema de transmissão. Lembrando mais uma vez que existem câmbios com 02 tipos de óleo e que alguns poucos precisam ser abertos para a troca, ou seja, alguns projetos não permitem a troca por bujões e necessitam de total desmontagem do equipamento.

Água no óleo do cambio por contaminação

Os câmbios modernos possuem trocadores térmicos, que utilizam o próprio liquido do radiador para essa troca, mas em alguns casos esse componente sofre um rompimento interno que promove a temida mistura entre o liquido de arrefecimento e o óleo do cambio, o que provoca um terrível dano ao sistema de transmissão por contaminação do óleo pelo liquido refrigerante. Em contra partida surge a contaminação do liquido do radiador por óleo do cambio que muitas vezes leva o profissional a remover um cabeçote de motor no intuito resolver um problema de junta queimada, mas que na verdade trata-se de um problema no trocador térmico do cambio. Esse terrível dano no trocador acontece por falta de aditivo no sistema refrigerante ou mesmo por aplicação de aditivo não recomendado no manual. O aditivo correto é importante, pois a água ataca o material do trocador térmico e o aditivo tem a função de inibir a corrosão da água entre outras funções fundamentas a durabilidade de todo o sistema de refrigeração, ou seja, andar sem aditivo no sistema de arrefecimento é uma grande fria.

Temperatura de trabalho

O câmbio possui uma temperatura ideal de trabalho e toda vez que o cambio trabalha em temperatura mais alta ou mais baixa do que a indicada, muitos problemas podem ocorrer. Um cambio com temperatura excessivamente alta pode ter seu fluído deteriorado prematuramente e provocar danos aos discos entre outros componentes. Cuide do sistema de arrefecimento do motor, pois o cambio também é refrigerado pelo mesmo sistema e qualquer sobre aquecimento causará graves danos ao câmbio, como, corrosão do trocador térmico da transmissão e a passagem de liquido de arrefecimento para dentro do cambio.

Sintoma comum de um grave problema

Um dos defeitos mais comuns do cambio é a patinada ao acelerar, ou seja, nota-se que o giro sobe mais do que antes e o carro demora a ganhar velocidade. Isso pode ser sintoma de discos gastos e talvez uma troca de óleo possa prolongar a vida do câmbio. Um sintoma clássico de discos danificados é um funcionamento melhor com cambio frio e pior quando quente. Uma outra forma de preservar os discos é o alívio do acelerador no momento da troca de marchas, pois assim ela será mais suave e exigirá menos dos discos.

DICA: Calibre os pneus toda semana e evite carregar peso desnecessário, pois essas atitudes aumentam a vida útil dos componentes internos da transmissão automática!


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Categoria: Artigos, Cambio Transmissão

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Profissional do ramo automotivo, dedicado a fornecer as informações necessárias, para a construção de uma relação positiva entre os consumidores e reparadores.