Diagnóstico de Falhas Intermitentes

| 27 de abril de 2013 | Nenhum Comentário

Se o seu carro  tem um defeito complicado, e você precisa de uma dica para descascar o pepino, é bom você procurar seu reparador de confiança para que ele possa fazer um maravilho teste de percurso para um diagnóstico eficiente, antes de gastar com peças, serviços ou as famosas “limpezas placebo”.

Um teste de percurso pede Atenção e Comparação. Se você busca uma falha de motor, barulho de suspensão ou uma luz de óleo que acende aleatoriamente, é preciso ter calma e descobrir inicialmente, como fazer o sintoma se manifestar, seja ainda dentro da oficina ou em um bom teste de percurso, sempre equipado até os dentes.

Para um barulho de suspensão eu indico o teste de balanço lateral, balanço de direção e o pato loco.

Quando o veículo tem uma falha intermitente ou perda de potência que se manifesta em torque ou em uma subida, então a dica é o teste de percurso recheado de equipamentos.

A injeção eletrônica é a primeira vítima do pré diagnóstico, mas não se engane, pois existem defeitos tolos que levam até mesmo bons profissionais a se enganar nos primeiros minutos de testes, e que em muitos casos nada tem à haver com a eletro/eletrônica. Uma simples mangueira de vácuo rachada já pode criar um defeito cabeludo e mesmo sendo uma Simples Mangueira, esta pode estar longe de nossa visão e apenas um bom equipamento poderá diagnosticar isso. Essa ferramenta pode ser um Scanner, um vacuômetro ou mesmo a mão do reparador que busca ela com . Outro defeito que não podemos deixar de citar é o do defeito colocado pelos próprios profissionais. Ao aplicar uma peça diferente da correta ou mesmo realizar uma montagem irregular, o profissional pode criar um defeito monstruoso, o que de fato é muito comum, e alguns dos grandes exemplos atuais são a instalação do sensor de rotação do motor da linha volkswagen EA111 sem a ferramenta adequada, ou mesmo a troca de uma correia dentada sem a correta precisão necessária ao perfeito funcionamento do motor, é bom ressaltar que esses enganos são muito frequentes e por isso sempre vale andar sobre os próprios passos, imagine então o quanto é necessário avaliar os passos dados por outros profissionais 🙂

O texto que se segue tem a função de ajudar a responder perguntas sobre falhas, perdas de potências entre outras possíveis desconformidades.

Uma pane seca causada por falta de combustível pode ser diagnosticada graças a instalação de um vazômetro e manômetro na linha de combustível e a realização de um teste de percurso, onde ao pegar uma subida, o veículo falha e a vazão/pressão vai cair e o profissional vai pegar essa informação no pulo. Como disse, esse exemplo ocorre quando se pega uma subida, e o combustível corre para um dos lados do tanque, e nesse momento a bomba de combustível admite ar em vez de combustível. Esse defeito pode ser causado por um defeito interno ao tanque, defeito no copo de retenção da bomba ou mesmo por que o marcador de combustível esta defeituoso e quando o tanque está vazio ele marcha 1/4 e você quase fica louco por que confiava em um marcador mentiroso. Se por acaso você tivesse abastecido esse carro antes de visitar a oficina, o defeito não se manifestaria e você perderia o sono! Claro que existem inúmeros defeitos possíveis na linha de pressão do combustível, mas o mais importante da dica acima é a utilização obrigatória de um vazometro em todo e qualquer teste na linha de pressão.

Um Scanner sozinho não faz verão. O Scanner é uma ferramenta maravilhosa, mas ela por si só não condena componente algum e sim o reparador que interpreta as informações que são apresentadas na tela do equipamento. Em um Teste de percurso é possível realizar a leitura em tempo real dos componentes da injeção e pegar defeitos que apenas se manifestam com o veículo em movimento. Um defeito bastante comum é uma pane no sensor de oxigênio que provoca inúmeros sintomas e que em muitos casos teimam em aparecer com veículo em movimento e se o Scanner não estiver conectado e mostrando a leitura do sensor, fica impossível  diagnosticar.

Uma das ferramentas mais baratas é o vacuômetro e essa fecha um conjunto de recursos para diagnóstico de percurso. Ela fornecerá a informação do vácuo do motor e por ser uma ferramenta analógica, seu sinal é violentamente rápido e pode ajudar ao profissional a detectar defeitos na sincronia do motor, válvulas defeituosas, entradas falsas de ar, obstruções no sistema de escape entre outras. Essa ferramente custa menos de R$100,00 e infelizmente muitos profissionais não a utilizam.

  • A dica é conectar o máximo de equipamentos, sair com o veículo e provocar a falha, para que se possa realizar os testes e localizar o defeito. Depois você pode nos escrever pelo nosso Fórum e tirar suas dúvidas, sempre munidos dos resultados destes maravilhosos testes. 

O diagnóstico de injeção é bem mais complexo do que parece, e o diagnóstico feito com o Scanner deve ser acompanhado de:

Para falhas de motor

  • Ter conferido o ponto da correia dentada
  • Ter conferido o avanço do distribuidor caso exista na forma correta, ou seja, para carros que precisam de travamento eletrônico, que o processo tenha sido feito da forma correta e nos informar o grau aplicado.
  • Ter aferido a compressão dos pistões
  • Ter conferido o vácuo do motor com o auxilio de um simples vacuômetro analógico
  • Ter avaliado a possível entra de ar falso no sistema de alimentação (coletor e outros)
  • Ter avaliado a voltagem da bateria com o motor desligado, ligado e no momento da partida com o motor ainda frio
  • Ter avaliado o aterramento do sensor de oxigênio e seu funcionamento como também o código da peça e ter realizado uma conferência em tabela original
  • Ter avaliado o código dos sensores e atuadores montados no veículo como também o fabricante de cada peça
  • Ter avaliado a pressão e a VAZÃO da bomba de combustível como também a estanqueidade da linha de pressão por 02 minutos
  • Ter avaliado o estado do liquido de arrefecimento, sua condutividade elétrica e se existe algum vazamento em um teste de pressão de no mínimo 10 minutos
  • Ter avaliado a existência de água junto a sensores, chicotes e módulos de comando
  • Ter avaliado o real estado do catalisador através de sua desmontagem parcial ou se existem obstruções no sistema de exaustão ou vazamentos de gases próximos a sonda
  • Ter conferido o código das 04 velas de ignição mesmo se forem novas ou recentemente trocadas
  • Ter conferido o estado dos Cabos de Velas, se a marca é a indicada pelo fabricante e o seu estado quanto a resistência e testes de fuga de corrente com detector de fuga liquido incluindo o conector quando resistivo.
  • Ter conferido o estado da Bobina de ignição, seu código, fabricante correto, resistência secundária e primaria e ter feito teste com detector de fuga de corrente com liquido condutor em busca de trincas ou outros.
  • Ter conhecimento dos serviços realizados no veículo nos últimos meses.
  • Análise precisa e detalhada de todos os códigos e leituras informadas pelo Scanner apropriado ao seu veículo.
  • Munido das informações acima o profissional já pode ter um grande conhecimento do estado do sistema e assim dar um diagnóstico preciso do defeito, solução para problema e um orçamento justo. Então todo e qualquer investimento será realmente necessário para que se finalize o problema do veículo, ou seja, passar o aparelho é fundamental, mas com certeza não se pode desprezar os outros fatores que podem apresentar sintomas que em alguns casos são idênticos entre si e que colocam a experiência dos profissionais a prova todos os dias.


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Categoria: Artigos, Falha Motor, Injeção Eletrônica

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Profissional do ramo automotivo, dedicado a fornecer as informações necessárias, para a construção de uma relação positiva entre os consumidores e reparadores.