Estalo na roda e barulhos na suspensão

| 10 de março de 2014 | Nenhum Comentário

Se a suspensão do seu carro parece uma escola de samba ou um estalo nojento resolveu morar nela, você precisa conhecer nossas dicas.

Todo veículo mais cedo ou mais tarde poderá apresentar barulhos, seja na carroceria ou na suspensão, e diagnosticar uma anomalia dessas pode ser algo rápido e simples, ou não. A unica garantida que temos é que o defeito está no carro, afirmação ridícula, mas realista. Agora você deve se perguntar qual a melhor forma de diagnosticar um defeito de suspensão, mas reposta é complexa e cheia de variáveis, já que muitos barulhos se confundem e infelizmente levam a trocas equivocadas de componentes caros e que não podem ser devolvidos na autopeças depois de instalados.

Um simples pano no bolso já pode ajudar no diagnóstico de um defeito cabeludo que já levou muitos proprietários de veículos Honda Civic ao desespero, aonde muitos carros já trocaram até a caixa de direção em busca de “toc toc” que ocorre em ruas de paralelepípedos ou nas famosas costelas de vaca, que exigem um algo a mais da suspensão, mas no final o defeito não passa de uma folga nas dobradiças do capô do motor, onde o diagnóstico pode ser feito com um simples pano prensado entre o capo e o para-lamas, que acaba forçando a folga da dobradiça, interrompendo o barulho, o que finaliza o diagnóstico.

Na lista de reprodução acima, você apreciou vários casos interessantes que falam desde trincas estruturais, peças prensadas se movimentando violentamente em espaços menores que 1 milimetro, e que colocam em xeque o conhecimento de profissionais experientes, e tem mais, pois as surras se repetem, e até mesmo nós da Doutor Carro consultamos nosso próprio conteúdo, pelo simples fato de que esquecemos o diagnóstico dado após longos períodos. Um dos casos mais interessantes é o do barulho aparentemente da caixa de direção de uma Chevrolet Astra que fazia um “toc” ao ser esterçada para qualquer um dos lados, sintoma clássico de caixa de direção, mas que no final foi resolvido com o ajuste da porca que segura o volante, mas passado 1 ano, o trabalho de diagnóstico se repetiu totalmente em um Kadett, pois ninguém lembrava da solução anterior, por isso, é importante que o profissional anote seus diagnósticos e até mesmo faça um vídeo.

QUERER OU PRECISAR

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Em muitos casos o consumidor busca solucionar problemas de seu veículo através de seu conhecimento pessoal, ou seja, é bem comum o profissional se deparar com a solicitação da troca de um rolamento em função de um ronco na roda, mas será que dar o que o cliente pede é realmente o que ele precisa? Neste caso, por exemplo, o bagageiro preso no teto possui uma fita extensora que vibra contra o vento, e conforme o veículo ganha velocidade, a fita entra entra em ressonância, emitindo um ronco característico de rolamento de roda, “só que não”.

TRAVA QUÍMICA

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Em muitos parafusos originais notamos ao remove-los uma especie de tinta em sua rosca, que na verdade se trata de um produto químico conhecido, como, trava rosca, que ajuda a fixar o parafuso, o que também pode ajudar muito na qualidade do trabalho nas oficinas independentes. Um caso interessante é da barra de ligação entre o amortecedor e a barra estabilizadora (bieleta) do Peugeot 206 que se movimenta mesmo estando apertada, emite um “clac” quando o carro passa em um desnível, onde basta aplicar a trava química no momento da montagem da peça para o defeito ser sanado, mas atenção, pois algumas empresas passam uma tinta de identificação de controle de aperto, ou seja, só para marcar que a peça foi apertada e lacrar o serviço, tinta que não tem a função de trava, e trata-se de um ato muito comum e serviços de alinhamento, sempre após o movimento da porca de regulagem do terminal da direção.

KIT DA BARRA ESTABILIZADORA

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Um sintoma terrível é o “toc toc” na suspensão e naturalmente existem algumas dezenas de peças que emitem este mesmo som, mas um item barato e que dá baile é kit de fixação da barra estabilizadora, composto por borrachas que com o passar do tempo se desgastam ou ressecam causando rangidos ou sons de batidas, mas a grande dica fica por conta do equivoco que pode levar o consumidor a optar pela troca de inúmeras peças e no final descobrir que não passava de folga no kit da barra, folga essa que desaparece ao levantar o carro no elevador, ou seja, o diagnóstico deve ser feito com o carro ainda no solo através do balanço lateral do veículo, diagnóstico muito eficiente também para as bieletas.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico deve ser o foco inicial de qualquer reparo, e novamente alertamos que efetuar a troca de peças solicitadas pelo cliente, pode passar longe do que ele realmente precisa , e pular a identificação da “necessidade real” do cliente é algo imperdoável e que vai trazer em breve, um cliente triste para sua oficina! Sendo assim, lembre sempre que o carro tem centenas de peças que podem emitir barulhos e nosso conteúdo esta na web pronto para te ajudar.

 DICA: Refaça os mesmos testes utilizados no diagnóstico inicial ao final do serviço, pois isso funcionará como um controle de qualidade do serviço prestado, o que evitará reclamações por erro de diagnóstico, já que muitas peças emitem sintomas parecidos e você pode se confundir.

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Categoria: Suspensão

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Profissional do ramo automotivo, dedicado a fornecer as informações necessárias, para a construção de uma relação positiva entre os consumidores e reparadores.