ECONOMIA BESTA – GAMBIARRAS ENFADONHAS QUE PREJUDICAM O CONSUMIDOR

Na intenção de economizar para agradar, faltou-se com a atenção em fazer a coisa certa, e quem dançou foi o consumidor.

ALGUMAS COISAS EXPLODEM!

No dia a dia da oficina é muito comum receber pedidos, como da uma olhadinha, me ajuda, reaproveita ai, ou faça o mínimo necessário, pois vou vender o carro entre outros pedidos como esses que não fazem sequer cócegas no caixa de um supermercado ou em uma consulta médica, mas são situações recorrentes em oficinas mecânicas e podem levar um reparador ou proprietário de oficina a atender esses pedidos que muitas vezes colocam a vida da empresa e do cliente em risco, pois muitos atendem esses pedidos com medo de não conseguir colocar algum dinheiro no caixa em tempo de crise ou perder um cliente antigo ou em potencial, mas existem contradições e estas precisam ser bem avaliadas.

Imagine uma empresa super mau administrada que para se manter precisa fazer das tripas o coração para pagar as contas do mês, é, esse é um grande problema em várias empresas, já que muitas vezes o proprietário é um péssimo administrador, mesmo sendo um bom mecânico, tudo porque o bom padeiro não necessariamente será um bom administrador, e vice e versa, então antes de aceitar fazer uma gambiarra como a do vídeo para agradar o cliente e colocar algum dinheiro em seu caixa, eu sugiro que repense a estratégia de sua oficina, pois você pode até ter 20 anos de oficina, mas conte com o fato de que esteja tomando decisões ruins desde o inicio.

CLIENTE INCONSCIENTE

Infelizmente o preço das autopeças no Brasil é absurdamente alto devido a nossa carga tributária e mercado engessado, mas o consumidor reclama muito, e reclama com razão, mas será que você consumidor que lê essas palavras valoriza a mão de obra do reparador, ou procura o suposto reparador que faz o mesmo serviço por 1/3 do preço e que não emite nota fiscal? Repito muito esse mantra, pois o consumidor tem o poder de mudar o mercado, de acabar com a prostituição da mão de obra. Essa transformação se inicia sem precisar gastar um centavo a mais, apenas sugiro que todos nós lutemos por produtos e serviços de qualidade e essa luta não é um lamento introspectivo e sim uma luta ativa, ou seja, pegar no pé com força de qualquer um que te venda desde uma coxinha até um carro zero, não importando-se com o trabalho que teria para brigar pela devolução do valor pago por um salgado de frango, pois a verdadeira luta é contra os donos das empresas, que ao verem salgados devolvidos por falta de qualidade, repensassem a qualidade do recheio, massa e atendimento, imagina então se todos exigisse-mos nosso dinheiro de volta sempre que mau atendidos, digo todos mesmo?  A minha humilde opinião é que essa corrente que prego a tanto tempo traria uma significativa melhoria em nosso querido Brasil.

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