Defeito Colocado – Sensor de Oxigênio e MAF

| 19 de setembro de 2013 | Nenhum Comentário

Quanto tudo se sabe e nada funciona!

Vamos tratar aqui sobre um defeito em um sensor do sistema de injeção eletrônica de combustível, mas também vamos mergulhar na dinâmica do diagnóstico de uma falha terrível que teve origem em algo inesperado.

Um veículo entra na oficina e o profissional parte em busca da solução de uma falha aparentemente simples e após algumas horas de intenso trabalho é que se descobre que o pepino é grande, possui pernas fortes e que para descascar esse leguminoso a empreitada não será das mais fáceis.

Vamos nos aprofundar no famoso Defeito Colocado:

Defeito colocado pode ser algo novo para você que está lendo essa matéria, mas para alguns profissionais, essa fórmula já faz parte da equação e percebo de longe a possibilidade de encontrar um defeito parecido, ou melhor colocado, por outros, ou até mesmo por mim. Confiar desconfiando é sempre a melhor garantida para não gerar despesas desnecessárias ou mesmo a mortal perda de tempo. Tempo é dinheiro, mas ter o emocional abalado pela dificuldade em se resolver uma falha também é outro prejuízo que se deve levar em consideração.

 

Conversando com seu cliente:

Dar atenção ao cliente é a obrigação básica de todo profissional ou comerciante, mas apenas faze-lo sem coletar boas informações é algo perigoso. Sugiro que se utilizem 4 perguntas, Por que, Porque, Por por que e o PORQUE. Existem várias formar de questionar um cliente, ou seja, é preciso se adequar ao formato do indivíduo entrevistado a fim de se conseguir uma possível informação que pode levar você direto à solução do defeito ou ao menos colocar você no caminho certo.

Os vídeos que acompanham esta matéria trazem 2 situações interessantes, mas vamos ilustrar em palavras um outro pepino generoso.

Um Santana 95 não funciona, ou seja, seu motor não pega e nota-se que os bicos injetores, bobina ou bomba de combustível não estão atuando. Para piorar o Scanner não conecta, impossibilitando à coleta de códigos de erros e ou dados vindos dos sensores. Em testes diretos de sensores e atuadores, tudo se apresenta com normalidade. Segue-se então o tempo, tempo esse que alem de promover uma elevação de custos de reparo, também fritam a mente do profissional. 4 dias se passaram e no momento de um café acompanhado de um bate papo informal com o cliente, a solução do defeito salta como um raio invertido à suas mãos. Pim, a luz se acende e você localiza um calhamaço de fios grudados ao pé da coluna da porta do motorista.

Você deve estar se perguntando, que diabo o consumidor disse?

Ele simplesmente disse que gostava muito do carro e que inclusive tinha reformado ele a 6 meses atrás, e que não havia quase nenhum ponto de ferrugem a não ser uma pequena bolha na pintura, bem no pé da coluna do motorista, e que ele tinha optado pela substituição da peça toda. Para você que me lê, o pulo do gato está no fato de que para se substituir essa peça, é necessário realizar uma solda.

A solda realizada chamuscou o calhamaço de fios e somente após 6 meses é que um defeito se manifestou devido ao curto na fiação que deve ter ocorrido pelo balanço do veículo ou outro movimento alheio ao nosso conhecimento.

Após o reparo nos fios, o motor voltou a funcionar normalmente e o scanner também estabeleceu a comunicação, identificando outras falhas que ocorreram devido ao curto circuito.

3 Dicas.

  • Boa conversa
  • Bom conhecimento
  • Bons equipamentos

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Categoria: Artigos, Falha Motor, Injeção Eletrônica

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Profissional do ramo automotivo, dedicado a fornecer as informações necessárias, para a construção de uma relação positiva entre os consumidores e reparadores.