Auto Medicação Automotiva ~ Propagandas Maldosas

| 9 de janeiro de 2013 | Nenhum Comentário

Você pode ser vítima da publicidade ardilosa, e ser levado a consumir aditivos placebo ou velas de ignição cheias de eletrodos que podem causar interferências eletromagnéticas ou mesmo queimar o módulo de comando da injeção eletrônica.

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Nos sites de leilões existem inúmeras pegadinhas que prometem melhorar o fluxo de ar do motor, corrigir as moléculas do combustível, melhorar a lubrificação do motor com aditivos usados em tanques de guerra, mas também existem as propagandas veiculadas na televisão que sugerem que você utilize um lubrificante que melhora o consumo de combustível, mas atenção, pois o fabricante é responsável pelo que informa e você é que vai segurar o prejuízo sobre o que entendeu.

Uma vela de ignição pode ter grande eficiência caso seja construída com 1, 2, 3 ou 4 eletrodos ou mesmo trazer platina em sua construção, e quando o fabricante relata sua superioridade ele não está mentindo, mas caso você aceite essa verdade, e compre essa peça para seu carro, qualquer prejuízo vai ficar por sua conta, pois o marketing da empresa disse as qualidades magnificas de seu produto e não tem qualquer responsabilidade com a atitude do consumidor ter aplicado ele em seu automóvel. Entre outras palavras, você assiste a um comercial que diz que um aditivo de óleo cria um poderoso filme lubrificante que reduz o atrito metálico das partes internas do motor, mas essa mesma publicidade não informa o modelo do motor a qual ele pode ser aplicado, ou seja, ele não diz explicitamente, por exemplo, que o motor EA111 do Gol pode ou não utilizar esse aditivo. Cada motor tem um projeto diferente e precisa de todo um estudo para o uso de um lubrificante. A Honda informa no manual do Fit 2013 que aditivos de óleo e combustível são desaconselháveis e que o uso destes não trazem benefícios e até mesmo podem anular a garantia do motor.

O aditivo do radiador é outra vítima, mas não só do marketing dos fabricantes ruins que investem em corantes bonitos e belas embalagens, pois o que mais prejudica esse item é a lenda descabida de que “Aditivo é Corrosivo”. O aditivo do radiador eficiente (indicado pelo fabricante), é responsável por evitar a corrosão natural da água, manter o sistema limpo, evitar o congelamento do liquido de arrefecimento, elevar o ponto de ebulição e conservar outros materiais como borrachas e plásticos. Um sistema que utilizou água sem aditivo vai sofrer corrosão automática, e ao limpar o sistema para aplicação de novo aditivo, algumas sujeiras serão removidas,  ou seja, algumas casquinhas que antes evitavam pequenos vazamentos serão removidas. Agora podemos entender o motivo equivocado que gerou tal lenda. Vale mais limpar e descobrir um dano existente do que descobrir essa corrosão canalha em uma viagem de férias ou quando um motor funde por falta do liquido refrigerante. Lembramos ainda que os fabricantes passaram a colocar os sensores de temperatura dos motores em peças plásticas, e com a falta do liquido, estes sensores não conseguem informar de imediato ao condutor um super aquecimento, o que de fato deveria ser revisto pela engenharia das montadoras, pois antigamente esses mesmos sensores eram montados na partes metálicas dos motores, onde qualquer super aquecimento era informado de imediato ao condutor.

Aditivos de baixa qualidade

Felizmente o INMETRO fez uma análise dos aditivos para radiadores vendidos no mercado aberto e alguns muito famosos foram reprovados e para seu conhecimento eu deixo aqui o link do RELATÓRIO SOBRE ANÁLISE DE ADITIVOS DE RADIADORES, para que você compreenda a minha indicação de se consumir apenas aditivos homologados por montadoras.

Não seja um “Proprietário Hipocondríaco”, evite auto medicar seu carro com base em publicidades ardilosas, pois os engenheiros das montadoras sabem o que fazem, e vale sempre seguir o que manda o manual do veículo!

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Categoria: Artigos, Injeção Eletrônica, Motor Mecanica

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Profissional do ramo automotivo, dedicado a fornecer as informações necessárias, para a construção de uma relação positiva entre os consumidores e reparadores.