Marcha Lenta e o Atuador Injustiçado

| 22 de abril de 2014 | Nenhum Comentário

Se a aceleração do veículo está oscilando e o motor se comporta mal em vários regimes.

atuador

Atuador (IAC)

Antes de pensar em trocar o atuador da marcha lenta, solicite que seu mecânico avalie o TPS (Sensor de Posição da Borboleta) entre outros inúmeros testes, antes que algum desavisado ou achador de plantão parta direto para troca do IAC (Atuador da Marcha Lenta). O grande azar do Atuador da “Marcha Lenta” é seu nome, pois essas duas palavrinhas “Marcha Lenta”, induzem sua troca quando algo não vai bem no que se refere a “Marcha Lenta” e tenha em mente que mais de 80% dos atuadores retornam a fábrica com garantias indevidas, pois na verdade não é a peça que está com problema e sim o diagnóstico que foi equivocado e acabou condenando uma peça boa.

 

 

Vamos entender as diferenças entre sensores e atuadores:

 O sensor é responsável por gerar dados ao módulo, que realizará cálculos com base em sua programação e por fim enviará uma ordem para um atuador. O Atuador é ordenado pelo Módulo para que Atue, e no caso do Atuador da Marcha Lenta, seu movimento promove alterações na entrada de ar, promovendo alterações na lenta, mas calma, pois ele se movimenta por uma Ordem vinda do Módulo de Injeção. O pulo do gato está exatamente ai, pois o mau comportamento da lenta ocorre porque a ordem do Módulo pode estar baseada em um dado mentiroso que foi informado por um Sensor de Posição de Borboleta defeituoso (TPS).

 

Todo Sensor de Posição defeituoso provocará mau funcionamento do sistema de injeção eletrônica, mas ele também pode estar fornecendo uma informação verdadeira, pois algum desavisado pode ter alterado sua posição de trabalho, a peça pode estar errada ou alguém pode ter alterado a posição do batente do eixo da borboleta, o que é bastante comum, pois muitos acreditam que cutucar o parafuso do batente da borboleta é uma opção igual a encontrada nos ultrapassados carburadores e descambam a movimentar o parafuso para cima ou para baixo na tentativa de “regular a aceleração”, função exclusiva da Unidade de Comando Eletrônica (UCE) que perderá a referência da posição mínima da borboleta que foi alterada inadvertidamente.

SENSOR ERRADO

Sim, o sensor novinho que foi instalado pode estar errado, pois por fora eles são muito parecidos, mas sua construção interna pode emitir sinais diferentes e por azar o sensor da posição da borboleta que está no carro já pode estar errado e ao comprar outro com base nele o problema vai se repetir e deixar seu mecânico de cabelo branco.

OUTROS DEFEITOS, MESMO SINTOMA

1 – Entradas de ar falso, ou seja, ar não calculado pelo sensor responsável pode colocar o sistema em conflito e provocar uma ação desastrosa por parte do módulo que dá ordens ao atuador ou borboleta de aceleração motorizada, promovendo alterações na rotação do motor.

2 – Interruptores em pedais de embreagem, freio, trambulador de marcha ou sensores de pedais e outros também podem criar uma confusão generalizada, já que o módulo novamente tomará decisões com base em mentiras e o resultado pode ser a troca do coitado do atuador da MARCHA LENTA.

3 –  Falhas em aterramentos, falta de tensão ou alta tensão no sistema também podem levar a um resultado indesejado.

4 – Falhas em componentes internos a o módulo de controle da injeção com arquivos corrompidos também levam o sistema a loucura.

5 – Motores fora de sincronia, avanço irregular de ignição e danos mecânicos do motor também prejudicam a eficiência do sistema levando o reparador a trocar inúmeros sensores a atuadores erroneamente.

6 – Folga axial e radial do virabrequim é um defeito mecânico que provoca uma interferência no sinal gerado pelo sensor de rotação do motor, o que pode fazer o módulo acreditar que o motor está atrasado ou adiantado, principalmente quando o condutor pisa na embreagem igual ao exemplo citado no vídeo abaixo.

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Categoria: Falha Motor, Injeção Eletrônica

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Profissional do ramo automotivo, dedicado a fornecer as informações necessárias, para a construção de uma relação positiva entre os consumidores e reparadores.