Marcha Lenta e o Atuador Injustiçado

| 6 de abril de 2012 | 66 Comentários

Uma confusão bastante comum é acreditar que se existe um Sensor da marcha lenta.

Na verdade existe o ATUADOR da MARCHA LENTA, que recebe uma ordem elétrica gerada pelo módulo de injeção, para se movimentar, alterando sua posição e promover as alterações no fluxo de ar necessárias para o controle da rotação na marcha lenta. Essa ordem é calculada a partir de informações que o módulo recebe. Essas informações são inúmeras e os sensores mais comuns que “mentem” ao módulo quando defeituosos são os sensores da borboletatemperatura e vácuo. Dados falsos de entrada promovem um resultado indesejado no cálculo, e é ai que surge uma ordem errada ao atuador da marcha lenta que geralmente sofre uma injustiça, pois ele acaba levando a culpa por simplesmente cumprir uma ordem enviada pelo módulo, claro que essa ordem está baseada nas mentiras ou irregularidades que os sensores informaram a ele.

 

Existe a possibilidade do sensor estar gerando um sinal verdadeiro, só que fora do normal, devido a uma entrada falsa de ar que altera o Vácuo, e ai o sensor de vácuo na verdade não tem defeito, pois apenas está repassando a realidade. Isso vale para uma alteração no batente da borboleta e o sensor de borboleta informa uma posição fora de escala, mas verdadeira, que pode ter ocorrido por que alguém mexeu no parafuso do batente do eixo da borboleta e não por que o sensor esteja defeituoso.

Banner dicas profissionais 1Toda vez que o sinal de um sensor sai muito fora de sus parâmetros de trabalho, o módulo da injeção marca um erro do sensor, mas ATENÇÃO, pois isso quer dizer que algo está errado e não que o sensor está de fato com defeito e tudo precisa ser bem avaliado. Finalmente é possível que o sistema apenas precise de um reset nos parâmetros auto adaptativos, pois o sistema consegue se adequar a alterações por sujeira ou desgaste, mas retornar aos parametrôs iniciais vai depender do auxilio de um profissional que saiba e tenha condições de realizar o procedimento.

  • Injeção Eletrônica de Combustível

Quando falamos em injeção, é preciso atentar ao Módulo de Injeção, também conhecido como Calculador. O Calculador realiza milhões de cálculos por segundo e somente é responsável por esse processo. Quando algo não vai bem nesse sistema, o profissional deve avaliar atentamente as informações de entrada fornecidas pelos Sensores e o resultado dos cálculos que são as ordens aos Atuadores ou outras informações.

Uma grande ferramenta é o Scanner. Ao utilizar um Scanner o profissional passa a visualizar as informações de entrada que são geradas pelos sensores, tornando possível julgar se existe alguma desconformidade nessas  informações e ir em busca  de problemas através de analises pontuais para saber se o sensor está com um defeito ou  se ele apenas está informando alguma falha mecânica ou outras. Quando não são encontradas falhas nos dados de entrada, o profissional irá observar as ordens de saída do Calculador. O profissional irá julgar sua coerência e sair em busca de possíveis falhas nos atuadores. É preciso lembrar que os Calculadores (módulos de injeção) também falham, seja por defeito interno ou por interferência eletromagnéticas, falta de alimentação correta ou outros fatores que atrapalhem seu correto funcionamento.

Conhecer pontualmente cada fase do processo de calculo, fornecerá uma visão completa do sistema e agilizará a solução dos problemas existentes.

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